Música cabo-friense conquista quarto lugar em festival nacional

Música cabo-friense conquista quarto lugar em festival nacional

Cabo Frio ganhou espaço no cenário musical brasileiro com a participação da canção “Respeito” na 56ª edição do Festival Nacional da Canção (FENAC). Criada por Frederico Santa Rosa em parceria com Juliara Ghiner, a composição conquistou a quarta colocação na disputa realizada em Boa Esperança, Minas Gerais. O resultado foi alcançado após a obra superar uma seleção com aproximadamente 1.200 músicas inscritas de diferentes partes do país.

Entre as 24 escolhidas para a grande final, “Respeito” foi apresentada por Juliara Ghiner na Praça do Fórum. A performance da cantora cabo-friense reforçou a mensagem da obra, que defende uma sociedade baseada na empatia, na igualdade e na valorização das diferenças. Para Frederico Santa Rosa, a interpretação de Juliara deu ainda mais força à composição e foi fundamental para que a música alcançasse uma posição de destaque no festival.

A conquista marcou um novo capítulo na carreira dos artistas. Juliara possui uma trajetória construída entre canções autorais, MPB, samba, pagode e sucessos internacionais. A cantora participou do The Voice Brasil em 2016, interpretando “Serrado”, de Djavan, e venceu, em 2019, o Festival de Novos Talentos de Rio das Ostras com “Love on Top”, de Beyoncé. Agora, ao lado de Frederico, ela acrescenta ao currículo a quarta colocação em um evento que há mais de cinco décadas promove compositores e intérpretes de diversas regiões brasileiras.

Canção “Respeito” – letra

O morro é o berço de toda expressão

Onde o povo constrói seu destino

Tem valor verdadeiro quem dá sua mão

Pelo bem comum, sem medo de amar

Respeito é a cor que não mancha o olhar

Seja o tom da pele ou o brilho do par

Na curva do corpo ou no modo de ser

É o direito sagrado de apenas viver

(Refrão)

Respeito é a medida da mão que nos guia

É se ver no espelho na face do outro

Esperança que nasce com um novo dia

Na alma dos puros, na luz que irradia

A dor não tem raça, o pranto é igual

Na cama doente ou no chão do relento

Quem colhe vitória é quem planta justiça

Faz do respeito o seu fundamento

O amor é o escudo de quem foi julgado

Pelo cheipe aparente ou modo trajado

Quem olha pro lado com o peito aberto

Encontra o caminho, caminha no certo

(Refrão)

Respeito é a medida da mão que nos guia

É se ver no espelho na face do outro

Esperança que nasce com um novo dia

Na alma dos puros, na luz que irradia

Onde há diferença, que o afeto floresça

Não há mais degrau pra quem sabe escutar

Que a voz da montanha na mente amanheça:

Só merece o louro quem sabe honrar

(Refrão)

Respeito é a medida da mão que nos guia

É se ver no espelho na face do outro

Esperança que nasce com um novo dia

Na alma dos puros, na luz que irradia

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