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Enquanto Açu e Forno paralisam atividades, Porto da Imbetiba reconquista importância e volta a operar a todo vapor

Na semana passada, uma reunião entre representantes da Prefeitura e da Secretaria Nacional dos Portos (SNP), ligada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, discutiu o planejamento portuário de Macaé. O Porto de Imbetiba voltou a ganhar destaque nas discussões, além, claro do Tepor. Isso se deve, neste momento, à retomada da produção da Bacia de Campos.

A 14ª e a 15ª rodadas do pós-sal, além do 2º e 3º leilões do pré-sal, deram destaque à BC e o Governo Municipal vem repetindo que é preciso preparar a cidade para um novo ciclo de desenvolvimento. Operado unicamente pela Petrobras, que ratifica não ter interesse em tirá-lo do município, o Porto de Imbetiba reconquistou, então, a importância de antes.

Contudo, o encontro serviu ainda para ampliar os debates a respeito do novo Terminal Portuário de Macaé (Tepor), na localidade de São José do Barreto. “O projeto é muito mais que um porto. É um plano que inclui a geração de energia, o processamento de gás natural, o supply, e a diversificação da economia”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Macaé, Gustavo Wagner.

Aliás, o Governo Municipal afirma que as informações necessárias para o licenciamento ambiental do novo Terminal Portuário foram encaminhadas para a Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia (EBTE), responsável pela obra.

Por outro lado…

Enquanto Macaé retoma o fôlego e o protagonismo econômico da região, São João da Barra e Arraial do Cabo desaceleram. No início do mês, por exemplo, a mineradora Anglo American anunciou a antecipação das férias coletivas de seus funcionários ao paralisar as operações do sistema Minas-Rio devido ao registro de um segundo vazamento no mineroduto que liga o Estado de Minas Gerais ao Porto do Açu.

De acordo com a empresa, a interrupção acontecerá por 90 dias, período durante o qual uma equipe técnica trabalhará para identificar novas partes da tubulação que correm risco de romper, como aconteceu no último dia 29 de marco.

Já em Arraial, o Ibama embargou no último dia 17, as atividades do Porto do Forno em razão do descumprimento de condicionantes estabelecidas na Licença de Operação (LO) 892/2009. Os agentes ambientais autuaram a Companhia Municipal de Administração Portuária (Comap) em R$ 100 mil e determinaram por notificação que a empresa apresente plano de controle e proteção ambiental.