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Campos: servidores correm risco de ficar sem salários de janeiro com não aprovação da LOA

Uma das grandes marcas do governo do prefeito Wladimir Garotinho e do vice-prefeito Frederico Paes foi colocar em dia o pagamento dos servidores públicos, que em um passado não muito distante ficavam apreensivos sem saber quando os salários cairiam na conta. Agora, os 30.336 trabalhadores, entre eles ativos e inativos, comissionados, estagiários, cedidos, conselheiros tutelares e prestadores de serviço, estão preocupados com o risco de ficar sem os salários de janeiro diante da não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024. A previsão da folha de pagamento para este mês é de R$ 128.656.903,28, somando os salários dos ativos, inativos e prestadores de serviço.
Em 2021, Wladimir assumiu o governo sem saber como efetuar o pagamento do funcionalismo que estava atrasado desde novembro de 2020, ainda na gestão anterior. No primeiro ano de governo foram pagas 15 folhas e meia em 12 meses de arrecadação. Nos anos seguintes, o governo, além de colocar o pagamento em dia, pagou vários benefícios aos servidores, como férias, abono salarial, descongelou o Plano de Cargos e Salários, concedeu reajuste salarial de forma escalonada, realizou concursos públicos e, gradativamente, voltou com o pagamento dos servidores dentro do mês corrente.
“Quando eu assumi a Prefeitura, lembro que não tínhamos dinheiro para pagar os servidores. Agora que temos recursos, não posso efetuar o pagamento. Se até a próxima semana a LOA não for aprovada, não poderei liberar os salários dos servidores”, disse o prefeito.
Com isso, o clima de instabilidade tomou conta de todos os setores e órgãos da Prefeitura. De acordo com o assessor técnico Paulo Fernando Costa Vaz, servidor de carreira há anos, lembrou ter passado pelo governo anterior com atraso de salários. “E quando se fala em atrasar ou até mesmo ficar sem salários, mexe com o orçamento da família, com a estabilidade dos profissionais e com o funcionamento dos setores, onde todos os trabalhadores já estão apreensivos, inclusive com uma lembrança emocional do governo anterior, em que era constante e incerto o pagamento”, disse.
“Este é um momento muito difícil para todos nós. Não penso só em mim, mas em todos. Tenho mãe que é pensionista e irmãos funcionários da Prefeitura. Com 42 anos de carreira, só no governo anterior que teve atraso de salários. O prefeito inaugurou o CTI do HGG (Hospital Geral de Guarus) e não terá material para trabalhar. Isso que está sendo feito é uma covardia com toda a população, e depois não venham colocar culpa no prefeito. Temos que apontar o dedo para a pessoa certa”, comentou a assistente administrativo Rosemarie Pessanha Gomes Viana.
De acordo com o subsecretário de Administração e Recursos Humanos, Fellipe Augusto Almeida, “é preocupante essa demora na aprovação da LOA, tendo em vista os compromissos previstos no que diz respeito à folha de pagamento. Temos a conclusão dos aumentos do dissídio coletivo, pois ainda faltam ser aplicadas duas parcelas de 2%. Também temos a conclusão do descongelamento das ‘letrinhas’ até o mês de maio. Ainda há uma série de outras pautas segmentadas de encargos específicos que estão sendo discutidos. Ficamos apreensivos e preocupados. Agora que a administração retomou o seu caminho natural de organização e planejamento, passar por um percalço desse é algo que não esperávamos e que traz sérios prejuízos para o servidor”, finalizou.