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Basura: esquema do lixo em Cabo Frio investigado pela PF tem mesmo modus operandi de Rio das Ostras

A operação “Basura”, deflagrada pela Polícia Federal no início deste mês e que cumpriu mandados de prisão preventiva, condução coercitiva, busca e apreensão, em cidades como Búzios e Cabo Frio, confirmou que o modus operandi nestes municípios é o mesmo do revelado pela Blog em julho em Rio das Ostras.

As denúncias que levaram a Delegacia da PF de Macaé a investigar as irregularidades desde fevereiro nestas cidades, apontavam que caminhões coletores de lixo eram contratados emergencialmente pela Prefeitura, ou seja, com a dispensa de licitação, e que prestavam o serviço muito antes da assinatura dos contratos.

Os contratos, segundo a PF, somam mais de R$ 60 milhões de reais desde o início do ano, sendo que a movimentação bancária das empresas e dos investigados, demonstrou forte movimentação de recursos, aquisição de bens móveis em espécie e saques de alvos valores em espécie, o que é indicativo de pagamento de propina e lavagem de dinheiro.

Lembre do caso em Rio das Ostras

 

Em Rio das Ostras, o Governo Municipal desde abril tentava responsabilizar a Limpatech – empresa que realizava a coleta – por uma suposta suspensão no contrato vigente. Entretanto, uma carta da Prefeitura demonstrou que tudo não passava de uma verdadeira manobra.

Isso porque, diferente do que a Prefeitura alardeou na cidade à época, o contrato com a Limpatech nunca foi suspenso. Na realidade ele havia sido encerrado no dia 3 de Junho deste ano.

Em 27 de abril, o Governo enviou o documento perguntando se a Limpatech tinha interesse em prorrogar o contrato por mais 6 meses. A empresa, então, manteve a coleta por 3 semanas mesmo sem um novo contrato assinado.

Contudo, por conta da proibição legal de que uma empresa explore o serviço na cidade sem contrato, a Limpatech cobrou um posicionamento e a Prefeitura decidiu, então, colocar na rua uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente para realizar a coleta.

Coincidentemente, a equipe da Prefeitura passou a operar – antes mesmo do contrato estar assinado – utilizando caminhões e funcionários da empresa que ganharia o novo contrato emergencial.

A exemplo de Cabo Frio, se a Polícia Federal investigar vai achar muita “basura” (lixo em espanhol) embaixo do tapete em Rio das Ostras, entende?! A conferir.