Caso Lorran: empresário é solto enquanto laudos e quebras de sigilo ainda são analisados

Caso Lorran: empresário é solto enquanto laudos e quebras de sigilo ainda são analisados

Apontado como o autor do disparo que resultou na morte do jovem Lorran, de 13 anos, o empresário Hudson Schelles foi solto pela Justiça. Ele estava preso desde o dia 28 de fevereiro, quando a investigação conduzida pela 122ª Delegacia de Polícia (DP) de Conceição de Macabu reuniu as provas para o pedido de prisão temporária. Agora, a Justiça decidiu pela revogação já que as investigações ainda estão em curso e o resultado do confronto balístico foi considerado inconclusivo.

Embora solto, o empresário precisará lidar com uma série de restrições e medidas cautelares. Ele está proibido de se aproximar de testemunhas e familiares da vítima, não poderá deixar a cidade por mais de cinco dias, nem sair do Estado do Rio. Além disso, também precisará se apresentar mensalmente em juízo para atualização de endereço e telefone.

A liberdade foi concedida mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 500 mil. O empresário permaneceu preso por cerca de 50 dias. A decisão por revogar a prisão temporária foi proferida pela Comarca de Conceição de Macabu. O juiz Wycliffe Couto afirmou que não há previsão para a conclusão das investigações devido à complexidade do caso. Ainda são aguardados laudos e a análise de quebra de sigilo telefônico e bancário. Para o juiz, ainda não há elementos suficientes que comprovem a autoria do crime.

Lorran foi baleado dentro do carro da família quando voltava de uma festa de formatura da mãe em Macaé. Ele foi surpreendido por disparos de arma de fogo na RJ-182, na altura de Conceição de Macabu. O pai contou que os disparos partiram de um carro que seguia no sentido contrário em alta velocidade. O tiro que atingiu a cabeça do jovem atravessou o vidro traseiro.

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