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Governo

Rio das Ostras: ‘É triste ter que fechar as lojas por 10 dias agora, mas é preciso para evitar o pior’, diz Marcelino sobre decisão que gerou protesto

Nesta sexta-feira, 26, um grupo de comerciantes decidiu protestar contra as medidas mais duras de restrição de circulação de pessoas que o Governo Municipal adotou para os próximos 10 dias – acompanhando outras cidades da região e também o próprio Governo do Estado. Em frente à Prefeitura e, depois, na porta da casa do prefeito, Marcelino (PV), aglomerados e alguns sem máscara, os empresários reivindicaram a abertura das lojas.

A decisão foi difícil de ser tomada, segundo Marcelino. “Não é uma decisão fácil. Como prefeito, eu quero que todos prosperem: os empresários, os autônomos, os vendedores ambulantes, motoristas. Mas, por outro lado, preciso pensar nas vidas que poderemos perder se não tomarmos estas medidas difíceis e mais radicais agora”, enfatizou.

Ainda de acordo com o chefe do Executivo, este momento da pandemia exige ainda mais o esforço de todos para conter a avanço da pandemia na cidade. Além disso, Marcelino lembrou que medidas mais restritivas estão sendo tomadas em todo o Brasil para impedir o colapso no sistema de saúde dos municípios.

“É triste ter que fechar as lojas por 10 dias agora, por exemplo, mas é preciso para evitar o pior”, resumiu. Aliás, o prefeito frisou que nem mesmo os turistas neste momento – sempre tão desejados na cidade – devem visitar Rio das Ostras nas próximas semanas.

Vale lembrar que, em 1 ano de pandemia, o Governo Municipal não decretou em nenhum outro momento lockdown ou fechamento do comércio. “Ao contrário: abrimos novos leitos, *montamos e* mantivemos aberto hospital de campanha com recursos próprios, investimos em respiradores, mas agora precisamos do apoio da população”, enumerou o prefeito.

E ele tem razão. Com 100% de ocupação dos leitos de UTI agora e o risco de um colapso que obrigue os médicos a escolherem quem vive e quem morre, Marcelino prefere assumir o desgaste por decisões impopulares, mas que salvarão vidas, do que politizar o debate em torno das novas medidas.

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