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Macaé: mães de alunos sem escola protestam em frente à Prefeitura, enquanto Guto visita colégio da filha com mensalidade de R$ 10 mil

O contraste flagrante entre duas realidades que se chocaram ao longo de toda a gestão de Dr. Aluízio (PSDB) voltou à tona neste início de 2020: de um lado, mães de alunos que estão sem vagas na rede municipal próximas aos locais onde vivem – e que realizaram protesto em frente à Prefeitura na manhã desta terça-feira, 7; do outro, o secretário de Educação, Guto Garcia, dono de um colégio particular em Macaé e que postou ontem nas redes sociais a visita que fez à escola da filha, no Rio, com mensalidades que giram em torno de R$ 10 mil.

Definitivamente, a distância entre essas realidades não foi reduzida ao longo da atual gestão. Ao contrário. Na Câmara, as denúncias sobre a precariedade da estrutura de muitas escolas municipais foi assunto recorrente no plenário. Membros da Comissão de Educação realizaram algumas vistorias em unidades de ensino do município e cobraram do Governo medidas para solucionar problemas como ausência de ar-condicionado, ‘gatos’ de energia elétrica e até melhorias na qualidade da merenda.

Além disso, Guto colocou crianças pobres da cidade para estudar embaixo da arquibancadas do Estádio Moscyrzão – que ontem viu parte do seu telhado cair. O secretário também carrega a marca de alugar imóveis particulares com dinheiro público para improvisar escolas, obrigando meninos e meninas carentes a estudarem longe de casa.

Guto – que é vereador, mas vem usando o cargo desde a gestão de Riverton Mussi para ocupar a Secretaria de Educação nos últimos 12 anos, gerindo um orçamento que ultrapassa os R$ 3 bilhões – ignorou os apelos do Legislativo. Mas, o ano é eleitoral e o moço, que é pré-candidato a prefeito, retornará à Câmara. Há quem diga nos bastidores que a vida dele não será fácil por lá. A conferir!

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