Macaé: empresa escolhida por Dr. Aluízio para implantar atendimento oncológico no HPM foi alvo de investigação em Campos

O projeto de lei nº 024/2019 – que regulariza o termo de cooperação entre a Prefeitura de Macaé e o Grupo IMNE, sediado em Campos, para prestar atendimentos a pacientes oncológicos – deve ser votado nesta terça-feira, 19, na Câmara.

Com isso, o HPM passaria a contar com uma unidade de assistência de alta complexidade para pacientes de câncer, aparelhada para realizar sessões de quimioterapia. A proposta do Governo vem causando polêmica no município e está longe de ser unanimidade.  

Médico e paciente oncológico, Marcio Bittencourt (MDB) é uma das vozes contrárias à proposta. Ele usou a tribuna do Legislativo e também as suas redes sociais para questionar o projeto. Na visão do vereador, o HPM já realiza um número ‘absurdo’ de atendimentos de emergência e o mais apropriado seria que o prefeito, Dr. Aluizio (PSDB), não inchasse ainda mais a capacidade da unidade.

Vereador se posiciona contra projeto

“Se é para encampar o atendimento, por que não se criar um espaço apropriado e utilizar, para isso, uma equipe de profissionais que já atua em Macaé e que tenha empatia com os pacientes?”, resume. “Falo isso porque sou paciente oncológico e sei, na pele, o quanto é importante que o paciente tenha um espaço exclusivo para o seu acolhimento e de sua família”, frisou.

O parlamentar também colocou em xeque a capacidade da empresa que será a responsável por realizar os atendimentos no HPM. Neste caso vale dizer que o Grupo IMNE já esteve envolvido em denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre o mesmo tipo de atendimento oferecido em Campos nos últimos anos.

As denúncias envolvendo empresas do Grupo IMNE – e publicadas na imprensa nacional, inclusive no Fantástico- variavam de componentes vencidos utilizados nas máquinas de radioterapia até a exposição de pacientes a tempos muito superiores que os recomendados à radiação, provocando em alguns casos queimaduras.