Macaé: ameaçado por diretora de unidade de Saúde por atender pacientes de ‘encaixe’, Marcio Bittencourt ganha apoio na Câmara

Na semana passada, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Marcio Bittencourt (MDB), foi envolvido numa polêmica. Médico, o vereador – depois de anos – deixou de clinicar no Jorge Caldas e foi transferido ao Centro de Especialidades Dona Alba – recém inaugurado pela Prefeitura. E, após atender pacientes de ‘encaixe’, alguns deles crianças, foi ameaçado pela diretora da unidade.

Em plenário, Marcio fez um desabafo. Disse estar ‘triste e decepcionado’ por conta do episódio da semana passada. O vereador relatou que sua visão sobre o atendimento aos pacientes da rede pública mudou após o processo do câncer de próstata que ele vivenciou no início deste ano. “Aprendi o que é estar do outro lado, como paciente. Passei a ver com outros olhos”, resumiu.

Sobre o ocorrido no Dona Alba, Marcio frisou que foi trancado numa sala pela diretora da unidade e outras duas pessoas. “Me disseram que eu não podia atender crianças ali. Fui trancado numa sala. A chefe da unidade e outras duas pessoas me dizendo que não podia atender crianças ali. E eu disse que continuaria atendendo”, lembrou.

Ainda segundo Marcio, a gestora o ameaçou com a transferência da unidade. O parlamentar deixou claro que em momento algum disse que era vereador e presidente da Comissão de Saúde. “Não discrimino ninguém, atendo a todos. Estou chateado. A minha angústia é ter sido tratado como fui por estar atendendo as pessoas”, destacou.

 

Vereadores oferecem apoio

 

Maxwell Vaz (SD) discursou em apoio a Marcio. Lamentou o fato de uma pessoa que está ali para organizar o trabalho, ter uma atitude tão rude. Robson Oliveira (PSDB) também ofereceu solidariedade ao colega, assim como Cesinha (PROS).

O presidente do Legislativo, Dr. Eduardo (PPS), também falou. Sugeriu que Marcio faça uma denúncia ao Cremerj sobre o que ocorreu. “Não consigo conceber o que aconteceu”, disse.

Marcel (PT) defendeu que o Governo instaure um inquérito administrativo para apurar a postura da diretora da unidade.

O único que destoou dos demais vereadores foi Marcio Barcellos (MDB). Médico, mas apontado como pré-candidato a prefeito, o parlamentar preferiu o evocar a ‘impessoalidade’ do atendimento no serviço público.

Marcio e Dr. Eduardo rebateram o colega e o questionaram sobre se ele atenderia ou não a pacientes de ‘encaixe’. Barcellos, apesar do discurso, disse que sim.

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