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Dr. Aluízio chama Val Barbeiro para um café e vereador muda voto em Requerimento que ele mesmo assinou

A sessão desta terça-feira, 14, na Câmara de Macaé foi recheada de polêmicas, conforme o Blog antecipou que aconteceria. Requerimento propondo a convocação do secretário de Infraestrutura, Celinho Chapeta, provocou uma série de discussões acaloradas em plenário. Ao final, o enfraquecimento da base do Governo e o fortalecimento da oposição evidenciou o novo momento do Legislativo.

A proposta, assinada pelos seis vereadores que já faziam parte da bancada de oposição, ganhou as assinaturas de José Prestes (PPS) e Neto Macaé (PTC), que confirmaram suas saídas da base do Governo. Contudo, a surpresa foi Val Barbeiro (PHS). Isso porque, o vereador mudou de idéia na manhã desta terça-feira, depois de ter sido chamado pelo prefeito, Dr. Aluízio (PMDB), para um café – segundo ele próprio disse em plenário.

Val, que foi um dos que havia proposto o Requerimento e que já havia apertado a mão do líder da oposição, Marcel Silvano (PT), não só votou contra o Requerimento que assinou como disse que decidiu permanecer na bancada da situação.

Antes da votação, Maxwell Vaz (SDD) denunciou, sem citar nomes, que teve vereador que discutiu, falou mal do prefeito em reunião e depois foi ao Executivo “pedir cargos”. Por sua vez, Paulo Antunes (PMDB) defendeu que a democracia é assim, “faz parte do jogo político”. E que a assinatura no Requerimento não significava que o vereador estivesse obrigado a votar, sendo apenas um “respaldo” que um colega oferece a outro autor da proposta.

Renata Paes (PR) chamou Celinho Chapeta de “bibelô do prefeito”. A vereadora frisou que o secretário “está blindado” e classificou a situação como “vergonhosa!.

Em sua primeira fala, Val admitiu as reuniões com os vereadores de oposição nos últimos dias e a construção do Requerimento. Reconheceu ainda que se encontrou com o prefeito e que isso lhe permitiu ouvir os “dois lados”. A partir daí, Barbeiro fez a defesa de Dr. Aluízio. Disse que partiu do chefe do Executivo a iniciativa do encontro. E que tem um princípio: não ter secretaria ou cargos. “Continuo defendendo o Governo com coerência e humildade”.

Neto Macaé rebateu o parlamentar. Segundo ele, antes de assinar um documento é preciso ouvir as duas partes. “E é preciso ter palavra”. Prestes manteve a postura ácida contra Val Barbeiro: insinuou que, por ser evangélico, o vereador foi contra o que diz crer.

Val também atacou. Questionou se os vereadores que deixaram a base do Governo tomaram a decisão por coerência política ou por que teria perdido alguma coisa na administração?!

Pouco antes da votação ser iniciada, Val já justificava sua postura garantindo que estaria fiscalizando a Secretaria de Infraestrutura. Contudo, Marcel afirmou que se um vereador não pode manter a palavra dentro da Câmara, em acordo que se faz com apenas 17 pessoas, quanto mais com os 135 mil eleitores macaenses.

No final das contas, coube a Dr. Eduardo (PPS) o voto de desempate: e o chefe do Legislativo, explicando que estava atendendo ao pedido feito pelo líder do Governo, Márcio Bittencourt (PMDB), votaria contra o Requerimento que acabou rejeitado por 9 a 8.

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